Há algo que, com o adensar dos efeitos da crise económica, cada vez mais tem sobressaído. A matriz socialista, que define a nossa economia e nos conduziu a três pedidos de resgate financeiro, fortaleceu-se. Continua onde sempre esteve. Está nos partidos, nas alegadas soluções apresentadas pelo PS (que apenas serviriam para aumentar o défice), nas propostas do PCP (que vive no registo bélico da Guerra Fria), nos motes dos manifestantes (“queremos a nossa vida de volta”), nas soluções simples do “que se lixe”, nos discursos das elites (mesmo nas ditas liberais), e na carga fiscal que os Governos impõem para acertar contas que nunca ficam certas. Mas, para além disso, a actual insatisfação com o presente tem-na alimentado, promovendo uma nostalgia pelo passado recente. De todas as mudanças que o país precisava, esta de ultrapassar a matriz socialista era a mais importante – seria o pilar de suporte para a implementação de muitas das reformas que o país precisa e aguarda. Tudo indica que, tão cedo, não sucederá.
"A Arte da Fuga" ("Die Kunst der Fuge", BWV 1080) é uma obra-prima de Johann Sebastian Bach:
um único tema musical persegue-se, a si mesmo e as múltiplas variações, num diálogo musical intenso desenvolvido a diversas vozes, rico de simetrias, inversões, ritmos e tempos diferentes.
Fugas para aartedafuga@gmail.com
Terça-feira, Março 05, 2013
A matriz socialista
A matriz socialista por Alexandre Homem Cristo:
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